Cúmplice na
batalha
As exigências da
sociedade levam o homem a um super desgaste. Há que se
cuidar!
Iara Vasconcellos
Cada dia, ao ouvir o carro entrar na garagem, à noite, eu me escondia
atrás da porta e assim que papai a abria, eu fazia “Buuuhhh!”. E ele
representava sua parte tão bem que eu sempre achava que ele “quase morria de
susto”.
Lembranças como estas trazem saudades e me fazem agradecer a Deus o
privilégio de ter tido um pai presente em minha vida. Pai humano, com falhas,
mas que conhecia o Senhor e queria acertar.
Não é segredo algum que as mulheres sempre foram mais abertas que os
homens. Em caso de problemas no casamento, por exemplo, elas saem na frente em
busca de ajuda. São as primeiras a buscar livros de orientação e vão atrás de
conselhos tendo em vista aprimorar seus lares.
Recentemente, porém, tem havido um “boom” de livros dirigidos ao público
masculino. Há livros que falam sobre o papel do homem como pai, como
profissional, como marido. Há dicas de mulheres, falando o que elas gostariam de
ver em um homem. Há normas de cultura, há padrões, há sugestões. E, acima de
tudo, há o ponto de vista de Deus, exposto na Bíblia, que também aborda em
relação ao homem que foi criado para caminhar com o Criador. Desde o Éden Deus
queria a companhia de Adão e providenciou ali tudo o que ele precisava.
Porém, na insanidade da nossa sociedade consumista, o homem tem sido um
dos mais prejudicados. A luta pela empregabilidade e pela sobrevivência, a
competição, a deslealdade, predispõe até o mais sincero dos homens a buscar
variedades de “armas” para a batalha.
E nisso costuma ser consumida a energia e os melhores anos dos
representantes do sexo masculino.
Creio, também, que as mães de homens têm um papel vital em como os
representantes do sexo masculino enfrentarão a vida, quando saírem de casa. Há
mães que, simplesmente, servem seus filhos como se fossem escravas. Recolhem
suas roupas, anteriormente arremessadas ao chão, aceitam grosserias e se colocam
em situação de subserviência, suscitando desrespeito e a ilusão de que eles são
os “donos do mundo”. Essa situação muda ao enfrentarem a vida com seus outros
relacionamentos. Aqueles que não aprendem, acabam não se adaptando a empregos,
não aceitando autoridades e nem responsabilidades. Além disso, esses filhos
passam a buscar esposas que os tratem da mesma forma que suas mães os tratavam.
E assim, essa situação vai se perpetuando, tornando mais complicado o
relacionamento e a imagem dos homens em uma sociedade
machista.
Então, mães, preparem seus filhos para a vida, ensinando-os a arrumarem
suas próprias camas, a ajudarem na casa e, principalmente, a respeitarem os mais
velhos e a tratarem mulheres e crianças com
gentileza.
Creio que, agindo assim, estaremos colocando em prática vários
ensinamentos bíblicos e, de forma resumida, ensinando os filhos a
viver.
Podemos dizer que esta é uma maneira preventiva de tratamento, mas, o que
dizer hoje, em poucas palavras, a quem tem enfrentado a linha de frente e, por
isso, muitas vezes se ferido no “front”?
Como auxiliadoras e, muitas vezes companheiras no campo de batalha,
podemos oferecer além de um olhar misericordioso, ajuda prática, compreensão e
cumplicidade. Além dos braços, cabeça e coração. Além de palavras,
oração.